Atualmente, cerca de 900
notebooks infantis estão sendo testados em escolas
públicas e privadas brasileiras. A partir de
setembro, os estudantes poderão levar esses
equipamentos para casa - com baterias que duram até
quatro horas e conexão de internet sem fio - para o
curso de inglês, para o clube ou para a casa dos
amigos. Pesquisas mostram que, com um computador
próprio, as crianças passam a ter mais autonomia
para aprender, mais estímulo para estudar e maior
capacidade de administrar o volume extraordinário de
informações da atualidade. Praticamente no mundo
inteiro, autoridades educacionais estão discutindo a
adoção do notebook feito para crianças. A máquina é
um dos modelos de notebooks simples e baratos
inspirados no projeto mundial Um Laptop por Criança
(OLPC, na sigla em inglês). O projeto foi
inicialmente pensado para combater a exclusão
digital. Por isso, começou a ser testado em países
em desenvolvimento (Argentina, Uruguai, Nigéria,
Paquistão, Tailândia, Índia e México). Mas chamou a
atenção dos governos do Canadá e dos Estados Unidos.
Esse interesse todo tem
um motivo: as primeiras experiências têm dado
resultados animadores. Pesquisa - O Estado americano
de Michigan fez um levantamento com 22 mil alunos
que tiveram acesso a laptops 24 horas por dia. Em um
ano, a proporção de estudantes com proficiência em
leitura subiu de 29% para 41%. O porcentual de
alunos aprovados em matemática dobrou, de 31% para
63%.
Os laptops incentivaram
principalmente os alunos mais fracos. A proporção de
alunos com notas finais D e E (as mais baixas) caiu
de 29% para 2%. As suspensões caíram 5% e as faltas
20%. Em um estudo equivalente, realizado no Estado
do Maine, 54% dos estudantes informaram que suas
notas melhoraram. Os professores também observaram
que a evasão diminuiu.
(Revista Época (SP), Alexandre Mansur - 12/08/2007)